
Dá-me boleia
Para esse sítio que sussurras
Onde a Lua não desce
Nem o Sol aparece
Dá-me o lugar do morto
que seja
debaixo dessa ponte
que tens medo de passar
Onde,com medo de gritar
Segredas...
Um abrigo
onde possa descansar
No teu jazigo bom
Onde morrem os meus medos
Onde a tua maravilha se esconde
e não me deixas entrar
transporta-me
quero saber o teu segredo
falar do tempo que faz e de conversas sem sentido
se calhar já vias os teus amortecedores
e me contavas o que te faz franzir os olhos
o que os faz brilhar
o que os faz sorrir
Quero um tandem
a dois!
e uma fotografia sépia de nós
comigo de bigode e contigo de ti
um pic-nic no campo, uma toalha aos quadrados
e esse teu sorriso parvo
quente
calmo
adorme.....ce...n...te...
quero saber que doença estranha tens que não te deixa chorar....
e acordo
sem bigode
sem ti
sonhar e tudo quanto escrevi não passou de um sonho...
o cliché mais cliché ....
mas acordo e sonho de pé
e sorrio como tu
Acto I:
estou á beira da estrada
estava á tua espera
que me abrisses a porta e me perguntasses
"para onde vais?"
e eu sorrisse e dissesse
"para ti"
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