Nunca é tarde demais, mas sei que já vem tarde esta viagem. Isto são pequenos pedaços de nada que escondi, esqueci, deixei a marinar... Uns no pó de gavetas, outros no pó de mim mesmo. Já era altura de verem a luz... Disfrutem.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As Horas da Nossa Solidão





Acendo um cigarro
Amargo.....
este não partilha a tua boca
A alma que não tenho sangra-me as mãos
Deixa-me uma carícia salgada e cai para o abismo da rua
Elas ainda têm o teu cheiro, sabes?
Perfumas-me a cara sem o saberes
enquanto tento afagar a chaga que tenho na alma que não tenho.
O teu cheiro apaga-se.
mais e mais cada vez que vais ele me perfuma menos
E isso aperta-me
Não tenho força mais nas mãos para segurar as tuas.
Já não tenho força nas mãos para agarrar a brisa que deixas quando vais
Para agarrar o teu perfume
Já não tenho o sabor da felicidade na tua boca
E cada Domingo é cada vez mais o meu salão
Onde danço a minha valsa a um
o meu pas-de-deux com a solidão
a minha bailarina amiga
a quem posso agarrar com as duas mãos


São 4 da manhã...
Meus pés são teus, bailarina
Dança comigo então esse Tango do desespero...

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