
Ficava triste Lúcia
e
numa noitensopava a almofada com os medos
Olhando o mar que não existia alinuma noitensopava a almofada com os medos
Só pó e pedras e dor e morte
Naquela muralha agora sua
De súbito a vida..
a tão esperada tão odiada vida
perdida num eterno instante
num infinito agora
num imenso hoje tão noite
era a vida que a chamava
a outra ela
A sua esperança gritava por vingança
dentro dela
Um lugar que nunca tinha tido nada
Estava vazio
a sua solidão tinha ali partido
Abre os olhos tristes, Lúcia...
Pobre Lúcia
Triste Lúcia
Olha para o nada que te chama dali mesmo
era a vida que a chamava
a outra ela
A sua esperança gritava por vingança
dentro dela
Um lugar que nunca tinha tido nada
Estava vazio
a sua solidão tinha ali partido
Abre os olhos tristes, Lúcia...
Pobre Lúcia
Triste Lúcia
Olha para o nada que te chama dali mesmo
Do teu reflexo
Olha para a surdez de olhar para ti Continuas a chorar o adeus dos teus desabafos?
A morder o ressentimento dos teus passados? ingénua Lúcia.... Fecha os olhos agora... Já nada existe.... Nem sequer tu.
A morder o ressentimento dos teus passados? ingénua Lúcia.... Fecha os olhos agora... Já nada existe.... Nem sequer tu.
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